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03 dezembro 2009

*Squat Party infoline*

Nem sei por onde começar. Melhor então seguir o tão sábio conselho do rei de Copas em Alice no País das Maravilhas: "Begin at the begining and go on till you come to the end: then stop".
Quando li que uma marca de destilados levaria o 'conceito' das squat parties para o Brasil chorei de rir mas confesso que fiquei intrigada para saber o resultado da festa – embora já imaginasse a palhaçada.
Vamos então começar a clarear o 'conceito' de squat com breves definições que podem ser encontradas facilmente em dicionários de Inglê
s:

Squat: to settle on or occupy property, otherwise unoccupied property, without any title, right, or payment of rent; to occupy (property) as a squatter.

Squat aqui em Londres por definição não é festa não minha gente. Squat é o ato de ocupar e habitar propriedades ilegalmente. Os chamados squatters invadem propriedades abandonadas para estas habitar, sem pagar aluguel ou qualquer tipo de conta. Squat na maioria das vezes não tem luz, gás, aquecimento, água quente...e o negócio é tão antigo que hoje em dia é levado a sério e até visto com bons olhos por certos proprietários que preferem ter squatters na sua propriedade – sai mais barato do que pagar manutenção e segurança. É possível até encontrar 'imobiliárias' especializadas em squats aqui.
Já as festas, ah! as festas...toda squat tem que acabar, mais dia, menos dia acaba e quem não gosta de bota fora? Se acabamos com o assoalho dos nossos singelos apertamentos naquela última festa antes de entregar as chaves...imaginem como fica uma casa que não é sua, ninguém paga nada muito menos sabe de quem é e na maioria das vezes vai ser demolida...isso sim é festa.
As squat parties não rolam só quando o prédio vai ser demolido ou por causa de um despejo em massa, rola sempre (menos no inverno, claro), qualquer lugar é lugar, desde que seja abandonado, bem longe e secreto. Essas festas muitas vezes não possuem banheiro, bar, segurança, chapelaria, área vip e lounge nem pensar! Depende muito da sorte também, mas é aí que mora a diversão: o desconhecido, o mistério. A divulgação muitas vezes é no boca-a-boca, flyers ou internet e o local só é revelado no dia da festa depois das 10pm, é só ligar na infoline e uma gravação passa as coordenadas que obviamente não vão facilitar nada a sua jornada, o negócio é torcer para encontrar uns freaks que te guiem no caminho.
Dito isso, dá pra imaginar as boas risadas que dei ao ler o review da festa da tal da vodka:

"O local do evento teve tudo a ver com o tema, um complexo de galpões na Vila Leopoldina, que abrigou cerca de 2.500 pessoas, espalhadas em três pistas de dança. A escolha dos artistas do line up tornou o evento tão irresistível, que deixou o tema da festa em segundo plano(...) A redação(...)não enfrentou filas ou qualquer tipo de problema para estacionar o carro no estacionamento oficial do evento.(...)a distribuição de água, chocolate, sorvetes e mini lanches agradou em cheio. Algo que os produtores deveriam investir mais, fazendo propaganda mas também oferecendo algo para o público."

Produtores? Investir? Dinheiro? Squat? Conceito? Squat chique? Só rindo mesmo...


08 setembro 2008

Forever 27

Com um pé em Londres e o outro aqui no Brasil, mais cedo ou mais tarde (bem mais tarde - diga-se de passagem. Há quanto tempo não posto aqui...) acabaria escrevendo algo sobre London.
A Proud Galleries de Camden Town (Proud Camden) traz a exposição Forever 27, que retrata nada mais, nada menos que o mito do "27 club", um grupo de insanas e junkies estrelas do rock que tiveram a vida interrompida aos 27 anos. A mostra reúne imagens e ícones do rock sob as lentes de grandes fotográfos de vários lugares do mundo.
A exposição é focada em cinco dos mais de trinta músicos do 27 Club: Brian Jones fundador dos Rolling Stones que morreu afogado na piscina em 1969; Jimi Hendrix que morreu em 1970 de overdose de rémedios para dormir; Janis Joplin que veio a falecer meses depois de overdose de heroína; Jim Morrison que morreu sob circunstância misteriosa e ainda hoje muito polêmica e por fim Kurt Cobain que suicidou-se em 1994.
Mais do que uma mostra, este "show" de rock promete homenagear o talento e reviver um pouco da vida intensa e misteriosa desses astros que sofreram de mortes prematuras (para nossa infelicidade) com imagens jamais exibidas antes.
É possível ainda adquirir algumas dessas obras expostas...os preços bem salgados começam na casa das £325,00 e ultrapassam a casa das £1.000,00.
O Dudu achou que eu poderia prostituir o meu corpinho por galochas...que se danem as botas de borracha! Quero um Jim Morrison no meu quarto! Ui!
Mais um evento que vou lá conferir e conto depois.
Bom começo de semana cheia de Sexo, Drogas e Rock n' Roll!
∞hypinha∞

25 junho 2008

Eco-Friendly Dance Club

Há muito tempo atrás lembro de ter lido uma reportagem que me chamou a atenção: um projeto holandês de um club auto-sustentável. Projeto que muitos acreditavam que nunca sairia do papel...E não é que vai rolar?!
Os londrinos sairam na frente e a inauguração do club Eco- Friendly esta prevista para um mês antes do que a do club na Holanda.
A balada ecologicamente correta terá um cardápio com drinks orgânicos, a energia do local será gerada pelo movimento das pessoas no dancefloor e haverá ainda um sistema de reciclagem de água. E tem mais, os freqüentadores da balada que provaram ter ido ao local a pé, de bicicleta ou transporte público poderão entrar na casa de graça.
Mamãe Terra agradece.

Onde fica? King's Cross, London.
Vou conferir e conto mais!
Fui!

∞hypinha∞

21 maio 2008

JÁ ERA... JÁ ERA! JÁ ERA?

Hoje de manhã, logo cedo, enquanto ligava meu Mac e checava meus emails, meu querido e ilustríssimo amigo Zeca Bral Designer me aparece serelepe como de costume e diz: "Menina, trouxe um negócio pra ti!". A última vez que ouvi isso ele me deu um doce de leite finíssimo importado que sua flatmate alemã (como diz ele) trouxe de viagem. Minha primeira reação foi esperar algo de comer, tanto fazia, doce ou salgado...mas não. Ele tira da mochila uma porcaria de Folhateen com uma reportagem intitulada "Já era". Assim que bati o olho fui tomada por um sentimento de nojo e bode: uma foto aérea da XXXPerience ilustra a matéria, que não podia tratar de outro assunto que a decadência das raves no Brasil. Um assunto tão batido que nem merecia um post, mas eu li - a contra gosto, claro, mas só porque o Zeca se deu o trabalho de trazer a reportagem pra mim.

Se é pra falar de rave, vamos então falar de rave.

As primeiras raves no Brasil aconteceram entre 92 e 95, há quem diga que a primeira rolou em 95 trazida pelas mãos do Dj Dimitri, mas como tantas outras coisas na história, não foi datado, não há registros - claro! eram ilegais, escondidas...
Tão escondidas que não havia mapa, a galera se guiava pelo som, abaixava o vidro do carro pra ouvir de onde vinham as batidas.
Mas muito antes dos anos 90 quando o Trance se tornava um estilo de vida aqui, no final da década de 80, as festas já rolavam lá fora e tudo teve início de verdade quando estrangeiros de todo o mundo que moraram em Goa, vieram para o Brasil, trazendo com eles as primeiras fitas DAT, algumas lâmpadas ultravioleta, além dos tecidos psicodélicos com Deuses indianos pintados. Até então ninguém conhecia aquelas cores, o trance, tudo era novidade.

Aos poucos e no decorrer dos anos o movimento foi ganhando cada vez mais adeptos, alguns se tornavam adeptos da cultura, outros se juntavam pela farra, pela festa, pela droga, sem se quer entender do que se tratava aquilo...aquilo o quê? Você deve estar se perguntando...
Aquilo: a cultura, o modo de vida porra!
Quer argumentar? Não existe essa cultura? Não existe esse estilo de vida? Não passam de um bando loucos drogados, uns coitados!?

Então eu vou voltar mais uma vez na história e colocar aqui o depoimento de um dos pioneiros do movimento e da música psicodélica no Brasil e no mundo, o grego Pan Papason:
"O trance para alguns é um modo de vida. Se você morar na Índia por seis meses, já começa a agregar toda aquela cultura. Tem um determinado dia no ano, que os indianos saem na rua jogando tinta colorida uns nos outros. São muitas pessoas coloridas correndo, cantando e dançando. As cores das festas raves vieram desta cultura, os Deuses coloridos, sem contar a espiritualidade do povo e a própria música indiana. Tudo foi transferido para o trance".

Agora sim voltando para a parte dos fritos, drogados, fanfarrões, festeiros, rebolators, dos coturnos, dos chapéus, dos bonés, dos micro shorts no melhor estilo camuflado, dos tops que sustentam os silicones, dos pirulitos que deixam a língua azul, das bandeiras de israel erguidas na pista, das garrafinhas d'água furadas em baixo e bebidas ao contrário, dos colares de sementes, dos vick vaporubs no meio da poeira, dos pobres coitados que estouram seus timpanos colados nas caixas de som...esqueci de alguém?
Enfim, esses sim fizeram as raves “bombar” de tal forma que pessoas que nunca fizeram uma festa na vida, nunca organizaram nada, nem mesmo a própria vida, começaram a fazer festas, núcleos inexperientes, falta de competência e estrutura, cujo único objetivo é faturar, começaram a pipocar por toda parte. Construindo assim o cenário atual que acabou chamando a atenção das autoridades e da mídia.

Mas isso tudo aconteceu há tanto tempo...não é mais pauta nem de discussões em foruns e murais de sites de balada...a Folhateen está um tanto quanto atrasada. E eu me pergunto: Teen? Teenager? Uma faixa etária um pouco baixa para tratar de raves...

Cansei desse assunto, depois falo mais sobre a popularização das raves no mundo...um cenário bem parecido com o nosso. Depois falo também dos pontos positivos e negativos dessa popularização...
Mas uma coisa eu posso afirmar com toda a certeza, não, não acabou, quem conhece sabe, sabe onde encontrar e sabe mais, sabe que a força que move um dancefloor trazendo à tona os instintos mais primitivos do ser humano vai muito além de uma festa...

Bom feriado, com ou sem festa, à todos!
FUI!
∞hypinha∞
Foto by murilo ganesh.

Quer saber mais sobre as primeiras raves?


19 maio 2008

ÁGUA FAZ BEM E BEBEDOUROS TAMBÉM - PARTE II

Há um tempo atrás, bastante tempo aliás, foi meu primeiro post - falei sobre a lei que obriga a instalação de bebedouros em clubs de São Paulo. A lei de autoria de Paulo Teixeira e Soninha Francine FOI SANCIONADA pelo prefeito Gilberto Kassab. Os detalhes técnicos de como a lei deverá ser executada só serão conhecidas depois que o Executivo regulamentar o texto. O prazo para isso é de 60 dias.
Mais uma vez, é sentar e esperar...

∞hypinha∞

14 maio 2008

:: Friends in Da House :: 6a feira :: 16/05 @ Duplex ::


LINE UP:
pedrinho moreira (duplex)
THIAGO RODRIGUES (XVIBE AGENCY)
stefão (duplex)

THIAGO RODRIGUES (XVIBE AGENCY)
Aos vinte e cinco anos de idade, após passar por diversos segmentos da música, Thiago Rodrigues tem mostrado por onde se apresenta que chegou pra ficar. Hoje, possui uma discografia considerável, com House Music fino e sofisticado, onde consegue agradar tanto o público que gosta do House Upfront, com muito vocal e instrumentos clássicos, quanto aos mais exigentes, partindo para o som Progressive e Tribal House, unindo esses estilos em seus sets longos de 4 a 5 horas, com mixagens perfeitas, segurando a “vibe” das pistas por onde toca.


Friends in Da House é um projeto dedicado ao House e vertentes que rola todas as sextas-feiras no Club DUPLEX.


PREÇO ENTRADA:

Mulher:
R$20 (sem nome na lista)
R$10 (com nome na lista)

Homem:
R$40 (sem nome na lista)
R$30 (com nome na lista)

PROMOÇÃO: DOUBLE VODKA E CATUABA ATE A 1h30!
Compre uma vodka ou uma catuaba e ganhe outra!


Mande nomes e sobrenome até 6a feira - 16h, para friendsindahouse@duplexclub.com.br e você e seus acompanhantes entrarão na lista de desconto.

•Atenção• A lista é encerrada a 1h30! Após esse horario o preço fica: mulher: 20 entrada e homem: 40 entrada.


DUPLEX:
Al. Franca 1.100 (quase esquina com a R. Augusta)
Infos e reservas: 3062 3907

07 maio 2008

SEXTAS FEIRAS NO CLUB DUPLEX SOB NOVA DIREÇÃO

Leitores sedentos por baladas e festas, tenho novidade pra vocês...
As sextas feiras do club DUPLEX estão sob nova direção, eu e mais uns e outros amigos assumimos a organização das noites de 6a feira. O projeto Friends in Da House vai rolar semanalmente e será a única noite dedicada ao House e vertentes. A arte do flyer é minha, gostam? Vale a pena conferir porque agora quem tá botando ordem na casa (entre outros) sou eu hehe! Essa semana tem Monica Soldan, Marinho Fischetti, Pedrinho Moreira e Stefão. O som promete e vai do house, passando pelo electro house, tech house até chegar enfim ao minimal (uhu....dark!) Vai lá!

Mulher: R$20,00 (entrada)
Homem: R$40,00 (entrada)
DUPLEX: Al. Franca, 1.100 - Jardins
contato: 3062 3907
friendsindahouse@duplexclub.com.br


∞hypinha∞
fui!

30 abril 2008

NOTA DE FALECIMENTO (corrigida)

O químico suíço Albert Hofmann 'pai' do LSD, faleceu nesta terça-feira (29), em sua casa na Suíça. Ele tinha 102 anos. A causa da morte foi um ataque cardíaco, segundo o fundador e presidente da Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos, Rick Doblin.
Hofmman foi o primeiro a sintentizar o composto dietilamida do ácido lisérgico em 1938, mas não descobriu seus efeitos imediatamente. Mais tarde, quando, acidentalmente absorveu a substância através da pele ao manipular sem luvas uma grande quantidade dela, tomou conhecimento dos resultados da droga, que tornou-se símbolo da contracultura na década de 60.

(e eu que achei que não ia mais postar antes do feriado...agora fui mesmo!)
∞hypinha∞

ps. obrigada ale pela correção...

29 abril 2008

NEM SÓ DE ALTOS DECIBÉIS VIVE A MÚSICA ELETRÔNICA

Dando uma rápida zapeada pelos sites baladaplanet e psyte hoje, encontrei um evento bem interessante sobre música eletrônica (pena que já rolou...).
A GrooveArte - escola de DJs e produção musical - promoveu ontem um workshop em parceria com o Instituto da Audição sobre prevenção contra a perda auditiva. O objetivo do encontro era apresentar para músicos, Djs e produtores novos produtos e lições de como se prevenir dos males de ruídos e altos decibéis.
Marketing e vendas a parte, achei a iniciativa muito legal e deveria ser aberta ao público em festas e eventos de música eletrônica. Não que isso vá diminuir o número de fritos grudados nas caixas de som, mas vale como um começo de conscientização. Poderia ser o início de um projeto de redução de danos que nada tem a ver com drogas, mas sim com a saúde e o bem estar daqueles que frequentam esses tipos de festas.
Mas no Brasil tudo chega depois...dá um voltinha por um festival lá fora pra ver se não tem um monte de gringo com borrachinha fluor no ouvido...
Só pra ter uma noção do "barulho": segundo Heloísa Momensohn, fonoaudióloga do IEAA (Instituto da Audição), as casas noturnas tem ruídos de 130 decibéis (aproximadamente). Um valor quase o dobro do tolerável por nossos ouvidos, o de 85 decibéis.
Ainda não se convenceu a cuidar das orelhinhas? Ok. Aí vai então o último tapinha na "oreia": o DJ escocês Mylo, foi um que acabou sofrendo de surdez e por conta disso sua carreira entrou em um grande stand by...
Vai um tampão ae?

bom feriado, fui!
∞hypinha∞

na fota: filho do Rica Amaral@UP#7 by murilo ganesh.

25 abril 2008

VIRADA CULTURAL A PARTE, MEIA DUZIA DE VERGONHAS ALHEIAS NA NOITE PASSADA

Cenário: comemoração natalícia (como diria meu bom amigo Untura) de Murilo Marino Martins no CB. Circo dos horrores, freak show ao som de João Gordo.

• vergonha alheia nº1: o chapéu do João Gordo - uma mistura de chapéu indiano com jamaicano, daqueles duros que parecem um vaso ao contrário, estampa de oncinha de seda e detalhe importantíssimo: o pingente de fio de seda que parecia ter sido retirado de uma almofada ou cortina.


• vergonha alheia nº2: dois seres humanos do sexo masculino (sim! homens mesmo!) sobem no balcão do bar em chamas no melhor estilo Coyote Ugly e dançam bizarramente a trilha Pretty Woman. Clap! Clap! Clap!


• vergonha alheia nº3: um macaco faz as pessoas dançarem na pista, uma fantasia horrorosa, ensebada, de pelúcia preta que mais pareciam dreads do que pêlos. Eu que morro de medo dessas fantasias quase enfarto ao ver o macaco se aproximar!


• vergonha alheia nº4: o barman atendendo os clientes afoitos e sedentos de álcool trajando uma máscara de telecat (acabo de ficar sabendo que esse nome existe).

• vergonha alheia nº5: a mocinha atacando um mocinho tentando despí-lo, enquanto dançava e se esfregava nele ela quase arranca os botões da camisa do cara.


• vergonha alheia nº6 e última graças a Deus: uma senhorita com uma tattoo horrorosa nas costas que portava um tipo de indumentária que carinhosamente chamamos de "tomara que caia". Pois é, a torcida é tanta que caiu mas ela não perdeu o jingado e continuou a dançar com as duas mãos presas na blusa. Uma graça!


have a nice fry-day! ha!
fui! ∞hypinha∞

ps. falando em "fry" hoje tem DUPLEX FRIENDS IN DA HOUSE noite dedicada ao House e vertentes, meu marido toca o bom e pesado Minimal. Animou? Nome na lista comigo e chega de Merchan!

23 abril 2008

MEIA DÚZIA DE SUGESTÕES PARA A VIRADA CULTURAL by hypinha

A virada cultural tá chegando e meu amor Zeca Bral teve a brilhante idéia de cada um dos integrantes do Meia Dúzia postar meia dúzia de coisas bacanas pra se fazer na virada cultural. Arrasou Zeca! Aí vão as minhas - não preciso nem dizer que todas estão dentro da categoria "Eletrônicos" rs!Na Pista São Francisco indico uma dupla que tá longe de fazer parte dos DJs superstars, mas que vale a pena dar uma conferida:

• Fred e Dranger: No começo de suas carreiras, enquanto ainda não tocavam juntos e se arriscavam como DJ pelas pistas a fora tocavam o bom e velho Psytrance. Depois que se juntaram, se consolidaram mesmo no Electro House. Hoje são residentes das festas do núcleo 4F (ex Psy4Friends). E as únicas 2 festas deste núcleo que estive presente (não recomendo, não recomendo mesmo) só valeram a pena pois eles salvaram o dancefloor. Electro House puro, dançante e com pitadas de vocais que prometem não deixar ninguém parado!


(ainda na Pista São Francisco)

• Propulse: não podia deixar de sugerir meu preferido Fabiano Zorzan aka Propulse! Produz desde 1997 e também fez parte dos primórdios do Psytrance com o projeto Influx, mas deixa essa história pra outro dia...Residente das noites Moving da D-Edge, é referência nacional e internacional com o seu Live Infrasom que mistura house, electro e techno, muito techno, sempre com uma base muito pesada. É um dos mais novos contratados da Carambola Records, mas possui a sua própria produtora e gravadora, a Transmit Music. Eu já perdi as contas de quantas vezes já vi o Live dele e posso afirmar com certeza que nunca é a mesma coisa, o cara é F.O.D.A. e consegue levar o dancefloor ao delírio toda vez como se fosse a primeira vez. Eu ainda não enjoei!

• Renato Ratier: desde pequeno cresceu sob influência da música dentro de casa, por volta dos anos 90 iniciou suas pesquisas voltadas para música e finalmente quando foi morar nos EUA teve contato com produtores, DJs e clubs de house, techno, rock e funck. Com um imenso repertório nas costas, voltou ao Brasil e continuou a fazer festas até que inaugurou o club D-Edge em Campo Grande e alguns anos depois em São Paulo. Hoje além de proprietário do club, é também resdidente e seu som navega entre o House, Electro House e Electro Rock. Vale a pena conferir!

• Snoop: para variar um pouquinho os estilos recomendo o DJ Snoop para quem curte o bom e velho Techno, apesar de seus sets darem uma voltinha pelo Tech House também. Snoop já foi DJ do grupo de rap Extrema Realidade, da zona norte de São Paulo e acompanhou o crescimento da cena eletrônica freqüentando clubs. Sua carreira de DJ deslanchou por volta de 2000, quando ficou em 4º lugar na competição de DJs da rave Hypnotic e em 2002 ganhou o prêmio de DJ revelação da coluna Noite Ilustrada, da jornalista Erika Palomino. Quem gosta de um som grooveado e sabe apreciar mixagens com a técnica que poucos têm não pode perder...

Na Pista das Casas (Noite Viva):

• DJ Pil Marques - Hell´s Especial (Vegas): o DJ e produtor Pil Marques foi o criador do after-hours Hell’s Club em 1994 sendo também responsável pela consolidação da cena eletrônica no país. Iniciou sua carreira como DJ em 1996 e desde então vem atuando nos mais importantes clubes e festas. Hoje residente do after Hell’s Club no Vegas. Seu estilo predominante é house e tech house passando pelo electro house, minimal e break beats. "Macaco véio" com uma puta técnica e um puta repertório, som incrível, não dá pra perder!

E pra fechar a minha meia dúzia de sugestões aí vai a última dica:

• Silent D
isco: um projeto que começou na Holanda em 2002 e promete uma experiência sonora inédita, que contrapõe no mesmo ambiente, pessoas que ouvem música e dançam e outras que nada ouvem, mas assistem a galera dançar. Para isso eles distribuem fones de ouvido apenas para uma parte do público, dividindo-o entre participantes da festa e espectadores. O Silent Disco já vem se apresentando em festas e festivais por todo mundo, em 2003, 150.000 pessoas observaram 29.000 pessoas dançar! E pelo que parece os números não param de crescer. E quanto ao som, rola de tudo, desde Dance Music e todas suas variedades que são mixadas com hard house, punk e salsa. Nunca tive a oportunidade de presenciar um evento assim, mas deve ser no mínimo muito, muito interessante... (na foto: Silent Disco que rolou em Adelaide na Australia - todo mundo de fone uhuuu!)

E boa festa!
∞hypinha∞


(+) virada cultural

22 abril 2008

2DAY IS EARTH DAY O QUE ME LEMBRA: EARTHDANCE

Hoje, 22 de Abril comemoramos o dia da Terra, sim, da mãe Terra. Entra no Google, no Youtube e você verá as respectivas homenagens. Earth Day me lembrou o festival Earthdance, o assunto do meu post de hoje:O Festival Earthdance foi criado em 1996 pelo músico e artista Chris Deckker que teve a visão de unificar o mundo inteiro através da plataforma da música e da dança. Hoje se tornou o maior evento de dança e música sincronizado do mundo! Um evento que cresceu na música eletrônica mas que vem abrindo espaço para outros estilos como world music, jazz, hip hop, folk e reggae. O que começou em 22 cidades em 18 países, hoje ultrapassa 400 cidades em diversos 75 países. No ano passado o Earthdance Brasil rolou nos dias 15 e 16 de setembro no interior de São Paulo.
Mas como funciona a tal da sincronia?!
Em determinado momento a festa é interrompida para que seja realizado o RITUAL PELA PAZ (o ponto chave do evento). Neste momento todos os Earthdances do mundo param simultaneamente e todos os participantes - também chamados de earthdancers - de mãos dadas cantam a Canção Pela Paz ou Prayer for Peace. Cada ano o festival elege também um tema para celebrar, o de 2007 foi a Água. Ainda não se sabe qual será o deste ano...mistério... Agora que já sabem o que é o Earthdance, posso deixar aqui a minha opinião: este festival prova sim, que é possível usar a música eletrônica, a dança e a tecnologia a favor do mundo, da paz e de objetivos humanitários.
E parabéns a mamãe Terra!

∞hypinha∞

fontes: earthdance.org; earthdance.com.br
foto by lisa e andré ismael: zuvuya.net


18 abril 2008

ÁGUA FAZ BEM, BEBEDOUROS TAMBÉM

Falando em botecos e banheiros me veio a idéia do meu primeiro post. Não sabia se falaria das primeiras raves e festas antes de falar do cenário atual...mas fez-se a luz! Até que enfim o bom senso começa a reinar: o projeto de lei que obrigava clubs a terem bebedouros em suas dependências foi aprovado pelos vereadores de São Paulo! Calma, o projeto ainda está a caminho da sanção do nosso querido Kassab. Para quem não se lembra esse projeto foi criado pela vereadora Soninha e pelo ex-vereador Paulo Teixeira. Na época a lei gerou muita polêmica, chegando ao ponto de ser vetada por José Serra que entre outros, acreditava que os bebedouros iriam fazer com que o consumo de drogas aumentasse. (?¿?¿?¿?¿?¿?¿?¿?¿?¿?) Besteirol a parte, é claro que deve ter rolado um esforço contra a lei também por parte dos clubs, que como já se é sabido, lucram com o bar.
Agora é esperar que a lei seja aprovada e torcer para que haja fiscalização nos clubs.

∞hypinha∞

fontes: baladaplanet.com.br; psyte.com.br